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Seu Verardi e o Grêmio: uma história de amor

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Seu Verardi e o Grêmio: uma história de amor

Depoimentos

  • Duda Kroeff

    A história de Seu Verardi no Grêmio começa quando meu pai, o então patrono Fernando Kroeff, o leva da nossa empresa Celulose Cambará para trabalhar no Tricolor. Desde então ele foi progredindo dentro do Clube até chegar a ser o gerente do futebol. Seu Verardi fazia tudo no Departamento de Futebol do Grêmio. Organizava o vestiário, as viagens, a formação do plantel, tudo. Mais de uma vez vi o Diretor ou Vice de Futebol do Grêmio dizer a ele: não tenho tempo, Seu Verardi, portanto o senhor faça como achar que tem que ser e me reporte a tardinha que é quando posso aparecer no Olímpico. Quando fui presidente, em 2009 e 2010, ele foi um conselheiro e um amigo de verdade que tive lá dentro.

    Homem íntegro, discreto, educado, inteligente e leal. Um gremista que trabalha no e para o Clube que ama. E trabalha com muita qualidade. O Grêmio é o que é muito por causa do seu Verardi.

  • Cacalo

    Falar acerca do “seu” Verardi é muito fácil e ao mesmo tempo, por mais paradoxal e contraditório que possa parecer, é extremamente difícil.

    Na rubrica facilidade, não precisamos exercitar nenhum tipo de busca ou de pesquisa, para perceber, desde o primeiro contato que, trata-se de uma pessoa com inesgotáveis virtudes, afável em todos os sentidos e dotado de um coração generoso, como poucos. A convivência nos mostra características de sua personalidade, que pela sua bondade se sobrepõem às mazelas do dia a dia. Em futebol, porém, é de um pessimismo inexplicável, penso que, por sublimar em sua atividade, um nível de humildade, na grande maioria das vezes, com algum exagero.

    Quando entramos no ônibus da delegação que nos levaria ao hotel, após conquistarmos o bicampeonato da Libertadores em Medellín, na condição de Vice-Presidente de Futebol Profissional, fui chamado por ele a um canto e com as feições extremamente preocupadas, questionoume se não haveria risco de o Grêmio ser rebaixado, naquele Brasileirão, uma vez que só pensaríamos no Mundial de Tóquio? Respondi com um largo sorriso e forte abraço, entendendo como uma e ocupação saudável de um grande gremista, apesar do momento talvez inadequado, que era de pura festa.

    De outra parte, falar sobre “seu” Verardi é realmente muito difícil, quase impossível, porque jamais alcançaremos sua capacidade de compreensão, seu modo de perdoar, de ensinar, permitindo e estimulando aqueles que estejam a seu lado, que possam constantemente crescerem como ser humano, como pessoa, seguindo fielmente um exemplo de pai, de chefe de família, de companheiro de trabalho e da mais absoluta lealdade em todos os seus atos.

    Ele era e continua sendo uma surpresa positiva que se renova a cada dia.

    Tenho convicção plena que seus familiares se orgulham do “seu Verardi”.

  • Roger Machado

    Um vestiário silencioso pode significar concentração,desconcentração ou medo; eufórico: alegria ou ansiedade. Poucagente percebe estas sutis nuances com segurança – “Veio” Verardi é um deles. Sou testemunha. Ele é uma das maiores reservas de conhecimento de futebol dentre os clubes brasileiros.

  • Dr. Márcio Bolzoni

    Vou aproveitar a oportunidade do espaço e o momento para fazer uma declaração de reconhecimento e admiráção a esta pessoa respeitável e admiravel, o Seu Verardi. Passar por incontáveis direções, sucessos e crises, sem perder a postura, a elegância, o respeito aos superiores e o comando. Justo, aos comandados, é um dom de muito poucos. Minha eterna admiração e respeito!

  • Danrlei de Deus Hinterholz

    Entenderam agora por que é tão difícil escrever algumas palavras sobre este homem?
    Porque não importa o quanto a gente diga, será pouco diante do que ele merece ouvir pela dedicação, doação e amor em tudo que fez pelo Grêmio, família e por todos nós.
    Então direi apenas...
    PARABÉNS pela magnífica história de vida e OBRIGADO por me dar o prazer de fazer parte de um pedacinho dela.

  • RENATO PORTALUPPI

    Cheguei ao Grêmio com 18 anos. Para um jovem que acabara de sair do interior carregando na bagagem pouco mais do que o sonho de ser profissional do futebol, isso era motivo de orgulho e também de preocupação. O que aconteceria a partir daquele momento? Mas dei sorte. Logo nos primeiros dias, conheci um sujeito sério, discreto na maior parte do tempo, mas presente em todos os momentos. Nas vitórias, incentivava, procurava manter nossos pés no chão e deixava claro que o sucesso era consequência do trabalho. Nas derrotas, que graças a Deus foram muito menos frequentes, criticava, mas sempre tinha uma palavra de apoio. Com ele aprendi a ser homem e foi ao seu lado que escrevi meu nome na história do clube. Recebi conselhos que carrego até hoje e tento passar para a minha filha. Quando encontro torcedores do Grêmio, sempre escuto que o clube tem de fazer uma estátua minha. Não concordo. Se alguém merece tamanha honraria, é Antônio Carlos Verardi. Um pai para mim e uma lenda viva do Grêmio.